Tipos de Açúcar: Diferenças e Qual o Mais Saudável

tipos de açúcar

Quando falamos de tipos de açúcar, é fácil pensar apenas no clássico açúcar branco que usamos diariamente.

Mas a verdade é que, por detrás deste ingrediente tão comum, existe um universo de variedades da frutose à sacarose, do açúcar demerara aos adoçantes naturais, cada um com características e impactos distintos na saúde.

Surge, portanto, uma pergunta inevitável: afinal qual o tipo de açúcar mais saudável? Neste artigo vamos esclarecer tudo, desvendar alguns mitos e explicar como o consumo de açúcar influencia o nosso corpo.

 

 

Clínicas BodyScience
Especialistas em Nutrição e Medicina Estética

 

 

Quais são os Tipos de Açúcar Mais Comuns?

Os tipos de açúcar mais comuns podem ser agrupados de acordo com a origem e processamento:

  • Açúcar branco;
  • Açúcar amarelo;
  • Açúcar demerara;
  • Açúcar mascavado;
  • Frutose;
  • Lactose;
  • Setevia;
  • Xilitol;
  • Eritritol.

 

 

Qual é o Tipo de Açúcar Mais Saudável?

Nenhum açúcar adicionado pode ser considerado totalmente saudável, mas alguns tipos têm menor impacto no organismo.

 

 

O que Dizem os Nossos Especialistas
“A classificação mais adequada é a de menor impacto metabólico. Açúcares naturalmente presentes em alimentos integrais, como a frutose presente na fruta inteira ou a lactose do leite são mais favoráveis porque vêm acompanhados de fibras, vitaminas e minerais, modulando a resposta glicémica.“

Mafalda Tavares  – Cédula 2397N
Nutricionista das Clínicas BodyScience

 

 

Qual é o Tipo de Açúcar com Menor Índice Glicémico?

Entre os tipos de açúcar mais comuns, destacam-se:

  • Frutose: apresenta o índice glicémico mais baixo (≈20), mas não é recomendada em excesso, devido ao seu metabolismo hepático preferencial, que pode favorecer a lipogénese.
  • Adoçantes naturais: stevia e eritritol têm índice glicémico praticamente nulo.

 

 

Quais são os Efeitos do Açúcar no Metabolismo?

O consumo excessivo de qualquer um dos tipos de açúcar provoca:

  • Aumento rápido da glicemia, estimulando secreção elevada de insulina;
  • Armazenamento de gordura, através da ativação da lipogénese hepática;
  • Resistência à insulina quando consumido de forma crónica;
  • A longo prazo, associa-se a esteatose hepática não alcoólica, dislipidemias e risco cardiometabólico;
  • Desequilíbrios energéticos e aumento de apetite devido aos picos e quedas glicémicas.

 

 

O Açúcar Pode Afetar a Pele e o Envelhecimento?

Sim. A ingestão excessiva dos diferentes tipos de açúcar também pode afetar a pele, acelerando o envelhecimento cutâneo através de:

  • Glicação das proteínas, especialmente colagénio e elastina, originando Produtos Finais de Glicação Avançada (AGEs);
  • Redução da elasticidade, aumento da flacidez e stress oxidativo cutâneo;
  • Picos de insulina que podem contribuir para acne e inflamação cutânea.

 

 

Açúcar e Energia: Qual a Relação?

O açúcar fornece energia rápida, mas curta e pouco estável. Após a ingestão a glicose causa um pico energético transitório, seguido de uma descida abrupta da glicemia, causando cansaço, fome precoce e desejo de doces.

 

 

O que Dizem os Nossos Especialistas
“O consumo frequente de qualquer um dos tipos de açúcar pode comprometer a autorregulação energética e afetar a capacidade de concentração.“

Mafalda Tavares  – Cédula 2397N
Nutricionista das Clínicas BodyScience

 

 

Qual é a Melhor Forma de Reduzir o Consumo de Açúcar no Dia a Dia?

Estratégias eficazes para reduzir o consumo de açúcar incluem:

  • Priorizar alimentos integrais e reduzir produtos ultraprocessados;
  • Utilizar adoçantes de baixo índice glicémico (stevia, eritritol, xilitol);
  • Aumentar o consumo de fibras (legumes, fruta inteira, cereais integrais);
  • Fracionar refeições para evitar hipoglicemias reativas;
  • Treinar o paladar para reduzir a intensidade doce;
  • Ler os rótulos para identificar açúcares ocultos.

 

 

Qual a Quantidade de Açúcar que se Deve Consumir por Dia?

Segundo recomendações internacionais:

  • Ideal: < 5% da ingestão calórica diária proveniente de açúcares livres.
    Importante reforçar que isto se refere a tipos de açúcar livres, não aos açúcares naturalmente presentes na fruta ou leite.

 

 

Quais os Melhores Substitutos do Açúcar?

Alguns tipos de açúcar saudável e adoçantes com melhor perfil metabólico são:

  • Stevia: (natural, índice glicémico 0, sem impacto glicémico);
  • Eritritol: (calorias residuais, bem tolerado, índice glicémico 0);
  • Xilitol: (índice glicémico baixo; usar com moderação em pessoas sensíveis a desconforto gastrointestinal).

 

 

O que são Açúcares Livres vs Açúcares Naturalmente Presentes?

  • Açúcares livres: açúcares adicionados a alimentos ou bebidas, além dos presentes naturalmente no mel, xaropes e sumos de fruta. São rapidamente absorvidos e associados a maior risco cardiometabólico.
  • Açúcares naturalmente presentes: açúcares integrados na matriz alimentar original (fruta inteira, vegetais, leite). A fibra e os nutrientes associados reduzem o impacto metabólico.

 

 

Clínicas BodyScience - Whatsapp

 

 

É fundamental ensinar a reconhecer as diversas denominações de açúcares. Termos comuns incluem:

  • Sacarose, glucose, frutose, dextrose, maltose, lactose;
  • Xaropes (xarope de milho, xarope de arroz, xarope de agave);
  • Mel, melaço, maltodextrina.

 

 

Como Identificar Açúcar Escondido nos Rótulos?

Nos rótulos, verifique:

  • Lista de ingredientes: se o açúcar aparece nos primeiros lugares, o alimento é rico em açúcares;
  • Hidratos de Carbono dos quais açúcares: permite identificar a quantidade por 100 gramas ou por porção.
  • Produtos sem adição de açúcar podem ainda conter açúcares naturalmente presentes.

Marque já uma consulta de nutrição nas Clínicas BodyScience em Braga, Lisboa, Póvoa do Varzim ou Porto para garantir uma alimentação equilibrada.


Referências Bibliográficas

Te Morenga, L. A., Howatson, A. J., Jones, R. M., & Mann, J. (2014). Dietary sugars and cardiometabolic risk: systematic review and meta-analyses of randomised controlled trials of the effects on blood pressure and lipids. *The American Journal of Clinical Nutrition, 100*

Huang, Y., Xu, Z., & Huang, H. (2023). Dietary sugar consumption and health: umbrella review of systematic reviews and meta-analyses. *Nutrition Reviews*

Li, X., Luan, Y., Li, Y., Ye, S., Wang, G., Cai, X., Liang, Y., Kord Varkaneh, H., & Luan, Y. (2022). The effect of high-fructose corn syrup vs. sucrose on anthropometric and metabolic parameters: a systematic review and meta-analysis. *Frontiers in Nutrition*

Guntari, P., & colleagues (2025). Fructose-containing sugars and metabolic risk: a systematic review and meta-analysis. *Food & Nutrition Research*.

Fattore, E., & colleagues (2021). Effect of fructose instead of glucose or sucrose on cardiometabolic markers: a systematic review and meta-analysis of isoenergetic intervention trials. *Nutrition Reviews*

Malik, V. S., & Hu, F. B. (2015). Fructose and cardiometabolic health: What the evidence suggests. *Journal of the American College of Cardiology*

Rizkalla, S. W. (2010). Health implications of fructose consumption: a review of recent data. *Nutrition & Metabolism*

Brouns, F., & colleagues (2020). Saccharide characteristics and their potential health effects. *Frontiers in Nutrition*

Choo, V. L., et al. (2018). Food sources of fructose-containing sugars and glycaemic response: a systematic review. *BMJ*

Johnson, R. K., et al. (2009). Dietary sugars intake and cardiovascular health: a scientific statement from the American Heart Association. *Circulation*

Trius-Soler, M., et al. (2025). Types of dietary sugars and cardiometabolic outcomes: prospective cohort findings. *Nutrition Journal*

Partilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pesquisar

Conhece o método Bodyscience?

Siga-nos no Instagram

Siga-nos nas redes sociais

Conquiste a beleza
de um corpo saudável

Marque já a sua consulta

e avaliação gratuita.

A mudança começa aqui.

Conhecimento Partilhado

Artigos
Relacionados

Mais de 50.000 pessoas confiam nas nossas Clínicas

Realização de uma Avaliação Corporal Completa;

Análise Perfil Clínico e Hábitos Alimentares;

Diagnóstico do Problema e Prescrição do tratamento;